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Dimensionar e cuidar de um gerador para que não falhe

O pico de partida, a carga mínima e o combustível velho: as três coisas que matam geradores.

Atualizado em 2026-09-15

Dimensione pela partida, não pelo consumo

Uma geladeira que consome 200 W pede até 600 W no instante da partida. O mesmo vale para bomba, compressor ou ar-condicionado: tudo que tem motor.

A conta certa é: some o consumo em regime de tudo que vai ligar e acrescente o maior pico de partida de um único aparelho (não de todos juntos, porque não partem ao mesmo tempo). Acrescente 20 % para não trabalhar no limite. Nossa calculadora de gerador já vem com os aparelhos habituais.

Não o faça trabalhar a 20 %

Um gerador a gasolina quer ficar entre 40 e 80 % da carga. Muito descarregado, ele suja, carboniza e consome mais. Comprar o dobro do que precisa não é mais seguro: é pior.

Ligue na ordem certa

Primeiro o gerador sem carga, deixe estabilizar. Depois conecte as cargas da maior para a menor, esperando alguns segundos entre elas. Assim nenhum pico se soma a outro.

A manutenção que realmente importa

  • Óleo: a primeira troca bem cedo, às 20 ou 25 horas. Depois, a cada 100 horas ou uma vez por ano.
  • Filtro de ar: sopre ou troque conforme a poeira. Em obra, muito mais vezes.
  • Vela: revise uma vez por ano. Custa pouco e evita partidas impossíveis.
  • Combustível: é o que mais mata geradores. A gasolina se degrada em semanas e deixa verniz no carburador.

Se for guardar

Esvazie o carburador ou use estabilizador de combustível. Ligue uma vez por mês por dez minutos com alguma carga. Um gerador de emergência que não pega no dia do apagão não serve para nada, e quase sempre é gasolina velha.

Segurança, sem rodeios

Nunca ligue dentro de casa, em garagem fechada ou ao lado de uma janela aberta: o monóxido de carbono não tem cheiro e mata. E não conecte ao quadro elétrico da casa sem uma chave reversora instalada por eletricista: você pode eletrocutar quem estiver consertando a linha.

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